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A Câmara Municipal de Curitiba aprovou moção de apoio e solidariedade, proposta pelo vereador  Mauro Ignácio (DEM,)  à Frente Parlamentar sobre o Pedágio. O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) destacou a importância da participação da sociedade no debate e o apoio dos vereadores curitibanos se soma a outras entidades que fortalecem a luta por tarifas de pedágio mais justas no Paraná.

“Corremos o risco de a nova modelagem resultar em preços iguais ou até mesmo mais caros das atuais concessões. Por isso, toda a sociedade civil organizada deve participar do debate, para que não se cometa com o Paraná, o mesmo erro já cometido no passado”, disse o deputado nesta terça-feira, 2.

Mauro Ignácio destacou o trabalho realizado pelos 32 deputados da frente parlamentar ao afirmar que “Curitiba e o Paraná querem o menor preço do pedágio”. O vereador lembrou ainda que, pela proposta, o novo edital não contempla o contorno sul de Curitiba. 

 
“É uma promessa antiga de 2014. Os deputados federais já destinaram emendas, não executadas. Precisamos aprender com os erros do passado”, alerta. O vereador defende a realização da obra do Viaduto do Orleans sobre a BR-277.

Novo modelo — Romanelli defende que a proposta do novo modelo de pedágio elaborada pela EPL (Empresa de Planejamento e Logística) e apresentada à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) encarece a tarifa e aumenta a quantidade de trechos pedagiados no Paraná. O atual contrato de concessão das rodovias do Anel de Integração termina em novembro deste ano.

Com a nova proposta apresentada, o Ministério de Infraestrutura e Logística pretende ampliar o pedágio para 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais, em seis lotes, com prazo de 30 anos. Romanelli explica que serão 42 praças de pedágio, ao todo, 15 praças a mais do que as que estão em atividade atualmente. A estimativa é de investimentos de R$ 42 bilhões, e de que, em 10 anos, sejam duplicados 1.861 quilômetros de pista.

Solidariedade — Romanelli diz que se manter a atual proposta, o pedágio nas rodovias do Paraná poderão ficar, em média, 35% nas rodovias privatizadas, entre estaduais e federais.

“O modelo apresentado não tem sido visto com bons olhos, tendo em vista que os estudos deixaram de contemplar uma série de intervenções urgentes e necessárias, bem como, prevê um modelo financeiro que pode ser prejudicial ao povo paranaense ao longo dos 30 anos previstos no projeto de lei inicial”, disse Mauro Ignácio.

“A moção de apoio alerta nossos parlamentares estaduais sobre a necessidade de inclusão, nas discussões atuais sobre nossa malha rodoviária, da duplicação da Rodovia Admar Bertoli (PR 418 – Contorno Norte de Curitiba) e sua continuidade até a Rodovia Régis Bittencourt no município de Campina Grande do Sul, além da revitalização do trecho da BR-376 correspondente ao Contorno Sul de Curitiba, obra há tempos anunciada pelo Governo Federal, mas que ainda não avançou”, diz a proposta.

O vereador acrescenta que a duplicação do Viaduto do Orleans é outra intervenção importante e necessária, que há tempos impacta a vida diária de moradores e comerciantes dos bairros São Braz, Campo Comprido e Orleans, e que pode constar no documento a ser enviado pela frente parlamentar ao governo federal.

Confira abaixo, a íntegra da moção aprovada na Câmara Municipal de Curitiba:

PROPOSIÇÃO N 416.00002.2021

O Vereador Mauro Ignácio, no uso de suas atribuições legais, submete à apreciação da Câmara Municipal de Curitiba a seguinte proposição:

Requerimento de Moção de apoio ou desagravo

EMENTA

Moção de apoio e Solidariedade à Frente Parlamentar sobre o Pedágio, instaurada na Assembleia Legislativa do Paraná.

Requer à Mesa, na forma regimental, seja inserido em ata a moção de Apoio e Solidariedade à Frente Parlamentar sobre o Pedágio, instaurada na Assembleia Legislativa do Paraná.

Justificativa

A Frente Parlamentar sobre o Pedágio do Paraná, presidida pelo Deputado Arilson Chiorato, está organizando uma série de audiências públicas para tratar sobre o novo modelo de concessão de rodovias proposto pela Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT, que prevê, entre outras coisas, a obrigatoriedade da realização de obras de duplicação e melhorias que contemplam o novo Anel de Integração, o qual abrange aproximadamente 35% das rodovias estaduais, além da criação de novas praças de pedágios e a redução de tarifas.

Ocorre que o modelo apresentado não tem sido visto com bons olhos pelos deputados estaduais, tendo em vista que os estudos realizados pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) deixaram de contemplar uma série de intervenções urgentes e necessárias, bem como, prevê um modelo financeiro que pode ser prejudicial ao povo paranaense ao longo dos 30 anos previstos no projeto de Lei inicial e por tais motivos, o objetivo principal da referida Frente Parlamentar é a elaboração de documento que sugira as alterações necessárias visando resguardar os direitos dos cidadãos paranaenses, que será encaminhado à ANTT e ao Ministério de Infraestrutura do Governo Federal solicitando as alterações definidas após as reuniões públicas.

Outrossim, a Frente Parlamentar ora apoiada reivindica que a licitação ocorra exclusivamente pelo menor preço de tarifa, sem o pagamento de taxa de outorga, garantindo preços acessíveis e justos ao nosso povo paranaense que por 25 anos foi refém das Concessionárias que, com respaldo contratual, exigiram valores muitas vezes superiores ao necessário e deixaram de cumprir com suas obrigações de execução de obras estruturais em benefício dos usuários.

A iminência do vencimento dos contratos de concessão das rodovias que cortam nosso Estado nos faz alertas também para as necessidades estruturais das rodovias que circundam nossa Capital e que ficaram fora dos referidos estudos preliminares.

A presente Moção de Apoio visa também alertar nossos parlamentares estaduais sobre a necessidade de inclusão, nas discussões atuais sobre nossa malha rodoviária, da duplicação da Rodovia Admar Bertoli (PR 418 – Contorno Norte de Curitiba) e sua continuidade até a Rodovia Régis Bittencourt no município de Campina Grande do Sul, além da revitalização do trecho da BR 376 correspondente ao Contorno Sul de Curitiba, obra há tempos anunciada pelo Governo Federal, mas que ainda não avançou. Ademais, a duplicação do Viaduto do Orleans é outra intervenção importante e necessária, que há tempos impacta a vida diária de moradores e comerciantes dos bairros São Braz, Campo Comprido e Orleans, e que pode constar no documento a ser enviado pela Frente Parlamentar ao Governo Federal, nesse momento de discussões importantes ao Paraná.

Atualmente, o Contorno Norte de Curitiba é o único trecho do anel viário que circunda nossa Capital sob responsabilidade do Governo do Estado do Paraná, fato que gera grandes dificuldades para a adequação daquela rodovia ao intenso e crescente tráfego diário de veículos, tendo em vista o atual momento de dificuldades financeiras enfrentadas pelos cofres públicos estaduais. Em 2015, dados do DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM (DER) já apontavam a ocorrência de 642 acidentes que deixaram 395 feridos e 42 mortos no período entre 2010 e janeiro de 2015, números estes que já foram superados em muitos números e que deixam evidenciada a periculosidade do referido trecho e exigem ações URGENTES E NECESSÁRIAS voltadas à conscientização da população em relação ao respeito às Leis de trânsito, bem como, de intervenções do Poder Público que garantam a segurança de tráfego na rodovia em questão.

Já a readequação em toda a extensão do Contorno Sul de Curitiba, que assim como outros trechos da mesma rodovia, apresenta falhas estruturais que causam transtornos recorrentes, congestionamentos e acidentes graves, não permitindo que o trecho em questão cumpra com sua função principal de desviar o trânsito pesado dos bairros mais centrais de nossa Capital. Com o anúncio feito pela então presidente Dilma Rousseff no ano de 2014, de que seriam investidos aproximadamente R$ 400 milhões em obras que permitiriam o aumento da capacidade de tráfego no Contorno Sul de Curitiba, a população em geral criou expectativas positivas quanto à possibilidade de desenvolvimento daquela região, mas acabou não sendo executado.

Dessa forma, o apoio dessa Casa Legislativa à iniciativa dos nobres parlamentares estaduais se faz imprescindível nesse momento, principalmente pela necessidade de inclusão das nossas necessidades no documento a ser encaminhado ao Governo Federal no final dos trabalhos da citada Frente Parlamentar.

(Foto: Reprodução RPC)

“Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis” – Bertolt Brecht

Acir Mezzadri

A luta contra as altas tarifas do pedágio é histórica, não é eleitoreira e muito menos politiqueira como tenta imputar alguns áulicos avessos o que representou essa sangria de 20 anos no Paraná. Eu, pessoalmente, quero falar de um lutador específico que sempre esteve na linha de frente contra as barbaridades cometidas pelas pedageiras no estado.

Conheço o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) há mais 30 anos, bem antes do ex-governador Jaime Lerner implantar o que chamou de anel de integração, o que para nós, se tratou de um anel de enganação, pois enganou o povo, prometeu uma coisa, mas o que já foi assaltar o bolso dos paranaenses, além das falcatruas e crimes de corrupção sempre denunciados por nós dos movimentos sociais e pelo deputado Romanelli.

Aliás, para os mais desavisados, em 1995, Romanelli foi um dos três deputados que durante o trâmite do atual modelo na Assembleia Legislativa, votaram contra esse malfadado modelo. Os outros foram os deputados Irineu Colombo (PT) e o falecido Ricardo Chab (na época no PMDB). A votação contra o pedágio custou a reeleição de Romanelli tamanha era força econômica das concessionárias do pedágio, incrustadas desde sempre na política e nas campanhas eleitorais.

Acham que isso arrefeceu os ânimos de Romanelli? Claro que não!. Eu costumava falar para ele que o contrato das concessionárias era de risco. Risco de ficar rico. E foi exatamente  isso que aconteceu passados esses 20 anos.

Em meio a essas teorias de hoje em dia, do direito ao esquecimento, vale lembrar que eu e o Romanelli, e mais alguns dos nossos, fomos proibidos de participar das manifestações contra o pedágio. Recebemos da justiça, a pedido das pedageiras, os tais dos interditos proibitórios. Em caso de descumprimento, as multas eram salgadas e ultrapassam a dezena de milhares de reais.

Acham ainda que Romanelli se deu por satisfeito com isso. Na volta ao legislativo paranaense, sempre comandou a cruzada contra o pedágio. Em um ato de desobediência civil passou sem pagar por três praças de pedágio no Norte Pioneiro para protestar contra o valor abusivo cobrado pelas concessionárias de rodovias pedagiadas.

Alguns tentaram linchá-lo moralmente, mas como tinha certeza que seu ato era justo e expôs mais vez a calamidade que representava o pedágio no Paraná, o deputado enfrentou os áulicos de sempre e mostrou que o Estado deixou de construir milhares de casas, postos de saúde e escolas devido aos aumentos do pedágio.

Um pequeno parêntese que pode incomodar alguns. Romanelli esteve na linha de frente dos movimentos diretas já pela retomada da democracia no país, e contra a privatização do Banestado e da Copel. Chegou a propor a emenda à constituição estadual tornando a água como um bem público, essencial à vida, de acesso universal, um serviço que deve ser prestado preferencialmente por empresa pública, no caso do Paraná, a Sanepar.

Eu não pedi a Romanelli para escrever este artigo, até acho que ele não gosta disso, mas o faço de memória, sem qualquer tipo de pesquisa, para deixar bem claro a legitimidade desse deputado quando enfrenta o poderio econômico de quem só lucrar, de forma exorbitante, com o pedágio no Paraná.

Romanelli não caiu de paraquedas nesse processo, sua luta é histórica e merece o registro e o respeito de todos que estão ao lado do povo, que defende um Paraná sem amarras, mas com liberdade de expressão, liberdade política e com justiça e bem estar social.

Acir Mezzadri, ex-deputado do MDB e presidente do IBT (Instituto Brasil Transportes).

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) afirmou nesta quinta-feira (11), na audiência pública da Frente Parlamentar do Pedágio da Assembleia Legislativa, em Londrina, que a proposta do governo federal “não é um modelo de pedágio, é um modelo de negócios”.

Romanelli criticou a cobrança de taxa de outorga, o degrau tarifário de 40 % para as pistas duplicadas e a limitação do desconto na licitação. “Buscamos um modelo que resulte em tarifas de pedágio com preços justos e que assegurem investimentos. Queremos que o Paraná seja tratado igual aos catarinenses e aos gaúchos, onde as licitações feitas pelo governo federal foram pelo menor preço da tarifa”.

DISTORÇÕES – O deputado também enumerou as semelhanças entre o modelo atual e a proposta da União, e apontou distorções que comprovam o risco das tarifas permanecerem altas.

“O governo federal propõe aumentar em 33% a extensão de quilômetros das rodovias pedagiadas e em 55 % o número de praças. Hoje as concessionárias faturam cerca de R$ 2 bilhões por ano e vão passar a faturar R$ 5 bilhões. Os modelos são os mesmos e os riscos são os mesmos”.

“O documento do Ministério indica que as concessionárias terão uma receita de R$ 156 bilhões em 30 anos. Sendo que R$ 42 bilhões ou 27% dessa receita serão investidos em obras nas rodovias. Isso é altamente preocupante”, completou.

PROJETO DE LEI – Romanelli reforçou que a Assembleia trabalha para mudar o que está errado e avançar no processo. “Para que tenhamos uma infraestrutura de qualidade, um pedágio que seja aliado e estimule a competitividade dos nossos produtos. Não podemos ficar mais 30 anos com tarifas altas”.

Uma das alternativas estudadas pelos deputados estaduais é colocar em votação um projeto de lei, assinado por 37 parlamentares, que condiciona a transferência das rodovias estaduais ao governo federal à licitação pelo menor preço. O Ministério planeja conceder 3.327 quilômetros de rodovias, 1.100 quilômetros delas são estaduais.

“Estamos abertos ao diálogo com a União, mas se for necessário vamos votar esse projeto de lei”, frisou Romanelli.

Em audiência pública nesta quarta-feira, 4, com representantes do Ministério da Infraestrutura para debater o novo modelo de pedágio no Paraná, o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) defendeu a licitação pelo menor preço, a eliminação do teto no desconto da tarifas e a redução significativa do degrau tarifário para as pistas duplicadas.

“São os pontos mais vulneráveis que, na minha avaliação, podem fazer com que as tarifas de pedágio do Paraná continuem altas. O entendimento majoritário na Casa é que queremos uma licitação utilizando critério exclusivo da menor tarifa”, disse Romanelli.

A apresentação foi feita aos deputados estaduais pelo secretário Nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Costa Vieira; pelo diretor de Planejamento da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Rafael Benini e pela secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa.

INACEITÁVEL – Além de defender a licitação pelo menor preço, Romanelli criticou a aplicação de um degrau tarifário que aumenta em 40% as tarifas nas pistas duplicadas. De acordo com o modelo apresentado, os degraus serão aplicados após a conclusão das obras, no sétimo ano da concessão

“O degrau de 40 % para a rodovia depois de duplicada é excessivamente elevado. Diria que é inaceitável. Isso vai onerar a tarifa por mais 23 anos. Até entendo que possa haver um degrau, mas tem que ser bem menor do que 40%”, disse.

Romanelli também questionou a imposição de um teto máximo para os descontos das tarifas na licitação. Pela proposta do governo federal, a empresa interessada só poderá dar um desconto máximo de 15% a 17%. A lei de licitações permite um desconto de até 70 %.

O deputado solicitou ainda a revisão da TIR (Taxa Interna de Retorno), que é o lucro das concessionárias, e das previsões de receita e investimentos. Pelo estudo do Ministério, em 30 anos serão investidos R$ 42 bilhões nas rodovias, enquanto que a receita chegará a R$ 156 bilhões. “São questões que temos que fazer os ajustes, independente da modalidade licitatória”, salientou

MODELO – O deputado Romanelli disse ainda estar preocupado com a implantação no Paraná de um modelo que nunca foi aplicado no país. Romanelli lembrou que em 1995 o sistema de pedágio foi vendido como uma solução para o Estado e acabou se tornando num entrave para a economia paranaense.

“Tenho receio de o Paraná acabar sendo um grande laboratório. É um modelo que nunca foi aplicado. Uma completa inovação, como foi em 1995, que gerou um sistema com tarifas altas e poucas obras”, afirmou.

“Queremos um preço final bom para o transporte, para o cidadão. Queremos pagar um pedágio com a tarifa justa. Temos que ampliar as discussões para melhorar esse modelo. Deixar um bom modelo para as próximas gerações”, frisou.

O Ministério da Infraestrutura planeja conceder 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais divididos em seis lotes com 42 praças de pedágio, 15 praças a mais do que atualmente.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta quinta-feira (28), um projeto que prevê mais de R$ 40 bilhões em investimentos privados nas estradas paranaenses e a redução das tarifas nos pedágios do estado.

O assunto será debatidos com a sociedade na etapa de audiências públicas, que está prevista para começar no dia 2 de fevereiro. As audiências devem ser realizadas de maneira online e presencial.

Os estudos foram apresentados pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) para a concessão de 3.327 quilômetros de rodovias estaduais e federais em todo o estado. Leia mais no G1 Paraná.

Pelo menos duas vozes questionaram, o modelo de pedágio que o Governo Federal quer implantar no Paraná, na reunião do setor produtivo (G7), Governo do Estado, Assembleia Legislativa e Ministério da Infraestrutura, realizada na sede da Fiep: o deputado Luiz Cláudio Romanelli e o presidente da Fetranspar,  coronel Sergio Malucelli. As informações são do Paraná Portal.

Romanelli (PSB) disse que o Governo Federal está “tentando dourar a pílula” ao afirmar ao setor produtivo paranaense que o novo modelo de pedágio garantirá tarifas menores sem a cobrança de taxa de outorga. “Se não há taxa de outorga, como citado pela representante do governo federal, por que não licitar apenas pelo critério do maior desconto? Da mesma forma como foram realizadas as concessões no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina”, questiona Romanelli.

Malucelli observou, no encontro, que existem pontos não consensuais no modelo de outorga e que o tema precisa ser estudado e discutido com mais propriedade. O setor de transporte de cargas não sabe, ainda, em qual colo vai recair o valor das tarifas. Pediu obras para a região Sudoeste, por onde passam caminhões frigorificados em direção para o Porto de Paranaguá.

“Queremos segurança jurídica para todos. As regras não podem mudar no meio do jogo”, disse Malucelli. No atual modelo praticado no Paraná, uma série de obras previstas em contrato sequer saiu do papel.

Na avaliação de Romanelli, o estudo divulgado pelo Ministério da Infraestrutura aponta reduções muito baixas na maioria das praças, ou seja, continua prejudicial aos paranaenses. Além disso, o modelo traz a cobrança da taxa de outorga, que é um imposto indireto, limita a competitividade ao definir um teto para o desconto das tarifas e acrescenta mais 15 praças de pedágio. Estão tentando dourar a pílula do pedágio”, alerta o deputado.

“Os maiores descontos estão em praças onde há pouco tráfego, enquanto que nos locais com maior fluxo de veículos a redução das tarifas é pequena. Aliás, uma redução muito aquém das necessidades do Paraná. E vale lembrar que depois da duplicação dos trechos, as tarifas sofrerão um acréscimo de 40%”, reforça Romanelli.

“Nós, enquanto setor produtivo, queremos tarifa justa, garantia de execução das obras e ampla transparência em todo o processo. A melhor alternativa tem que ser conquistada com o que precisamos, nós queremos viabilidade”, afirmou José Roberto Ricken, presidente do Sistema Ocepar e do G7, durante a reunião.

A Frente Parlamentar sobre os Pedágios da Assembleia Legislativa do Paraná vai realizar uma série de ações para tentar mudar o novo modelo de pedágio proposto pelo Governo Federal para as estradas paranaenses. Entre elas está a realização de uma série de audiências públicas pelo Estado para informar a população sobre o modelo híbrido, o pedido de urgência na tramitação do projeto que trata da tarifa por menor preço, anexação das matérias que tratam do tema, além da realização de campanhas alertando sobre o modelo em discussão. Os deputados se reuniram de forma remota nesta terça-feira (19) para debater a modelagem apresentada pelo Executivo federal. As atuais concessões vão até novembro de 2021. As informações são da Assembleia Legislativa do Paraná.

De acordo com a nova proposta, mantém-se a cobrança de taxa de outorga e se limita o desconto máximo que os concorrentes podem apresentar. No documento entregue à bancada federal do Congresso Nacional, o primeiro critério da licitação é o desconto nas tarifas. Esse desconto está fixado entre 15% a 17%, dependendo do lote. O estudo apresentado prevê a licitação de mais de 3,3 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais em seis lotes. Serão 42 praças de pedágio, 15 a mais das atualmente existentes. A previsão é de que sejam investidos R$ 42 bilhões de e que em 10 anos sejam duplicados mais de 1,8 mil quilômetros de vias.

É consenso entre os parlamentares que este modelo não é o melhor para o Estado. Os deputados estaduais defendem que seja adotado uma modelagem de licitação que preveja as menores tarifas com o maior número de obras. É o que alerta o coordenador da Frente Parlamentar, deputado Arilson Chiorato (PT). “O modelo divulgado parece positivo, mas não é assim. Ele impõe um limitador de descontos e cria mais 15 novas praças de pedágio. Hoje, para se deslocar entre Maringá e Curitiba custa em torno de R$ 69. Com a proposta, vai para R$ 58. Um desconto de R$ 10 em 30 anos. Vamos juntar forças para impedir que isso aconteça”, disse.

Chiorato apresentou um cronograma das audiências públicas que devem ser organizadas pela Frente. A primeira audiência está prevista para ocorrer em Londrina no dia 4 de fevereiro. Nos dias seguintes, serão realizadas nos municípios da região. Depois o debate segue para as regiões de Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Curitiba e Região Metropolitana. Em razão da pandemia do novo Coronavírus, a forma como as audiências serão realizadas ainda será debatida.

Discussão – Para o primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), o modelo apresentado recentemente é “uma nova cepa do outorgavírus”. A analogia é usada para criticar o que o parlamentar chama de “postura contra o interesse público do Governo Federal”. “Vemos um contorcionismo para beneficiar alguns. Queremos uma licitação justa e transparente, pelo menor preço de tarifa”, afirmou Romanelli. “Não aceitamos uma licitação viciada, baseada no interesse das empreiteiras e não no interesse público. Essa nova cepa do outorgavírus é ainda mais letal e mais grave, porque deixa metade da taxa de outorga nas mãos das concessionárias, que habilmente vão diluir os valores contabilmente e aumentar os seus lucros”, acrescentou.

O presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Rainer Zielasko, também criticou o modelo proposto, que classificou como desastroso para o setor produtivo. “Com esse modelo, vai ficar mais difícil escoar a produção. Vai produzir um êxodo empresarial. Defendemos a não adoção do modelo híbrido, e sim um com o maior desconto e o menor degrau tarifário”, argumentou.

Já a deputada Mabel Canto (PSC) comentou que o que vale na discussão é o interesse público. “Este é o momento em que temos a oportunidade de estabelecer tarifas justas para o povo do Paraná”. O deputado Tercílio Turini (CDN) concordou e disse que o modelo proposto traz grandes preocupações. “Não podemos errar. A população tem uma confiança na Assembleia Legislativa. Já vimos esse filme. Podemos sair de um pesadelo de 24 anos para entrar em um de 30 anos. Temos de realizar audiências públicas para pressionar”, disse Turini. ““Fiquei muito preocupado com elogios de alguns deputados a esse modelo nefasto e com o silêncio da maioria dos demais parlamentares. Parece que a proposta atende aos interesses da população. E é bem ao contrário: a modelagem apresentada pelo Ministério de Infra-Estrutura representa praticamente uma continuidade das atuais concessões, que em 24 anos prejudicaram o nosso estado, enriqueceram poucos e se tornaram um pesadelo para todos nós”, diz.

Para o deputado Soldado Fruet (PROS), o povo não pode ser enganado de novo com pedágios caros. “Estão querendo passar a mão na nossa cara de novo com esses pedágios caríssimos”, relatou. “Nossa região turística de Foz do Iguaçu não consegue se desenvolver porque os visitantes têm que passar por um calhamaço de pedágios”, apontou.

Além deles, participaram da reunião os deputados Subtenente Everton (PSL), Delegado Recalcatti (PSD), Delegado Jacovós (PL), Evandro Araújo (PSC), Gilson de Souza (PSC), Alexandre Amaro (REP), Boca Aberta Jr (PROS) e Luiz Fernando Guerra (PSL).

A Frente Parlamentar sobre os Pedágios da Assembleia Legislativa do Paraná vai realizar uma série de ações para tentar mudar o novo modelo de pedágio proposto pelo governo federal (leia-se Ministério da Infraestrutura) para as estradas paranaenses. Entre elas está a realização de uma série de audiências públicas pelo Estado para informar a população sobre o modelo híbrido, o pedido de urgência na tramitação do projeto que trata da tarifa por menor preço, anexação das matérias que tratam do tema, além da realização de campanhas alertando sobre o modelo em discussão. Os deputados se reuniram de forma remota nesta terça-feira (19) para debater a modelagem apresentada pelo Executivo federal. As atuais concessões vão até novembro de 2021. Leia mais em Alerta Paraná.